Se existe uma pergunta que ouço quase toda semana no consultório é esta: “blefaroplastia dói?”. É um receio compreensível — mexer perto dos olhos assusta, e o medo da dor é um dos principais motivos que levam as pessoas a adiar uma cirurgia que poderia devolver leveza ao olhar e conforto no dia a dia. Neste artigo eu explico, de forma direta, o que você realmente sente em cada etapa: antes, durante e depois da cirurgia de pálpebra.
Sou a Dra. Ingrid Alves, oftalmologista com Título de Especialista em Plástica Ocular (CRM-MG 54386), e atendo em Montes Claros, no Norte de Minas, além de pacientes online. Meu objetivo aqui é tirar o medo do desconhecido com informação clara e honesta.

Afinal, a blefaroplastia dói?
Respondendo de forma objetiva: na grande maioria dos casos, a blefaroplastia não dói durante o procedimento e provoca apenas um desconforto leve no pós-operatório. A cirurgia é feita com anestesia local associada à sedação, o que deixa a região das pálpebras completamente insensível à dor. Depois, o que a maioria dos pacientes relata não é dor, e sim uma sensação de peso, pressão ou ardência leve nos primeiros dias — sintomas esperados e que respondem bem à medicação prescrita.
O que é a blefaroplastia?
A blefaroplastia é a cirurgia de pálpebra que remove o excesso de pele e, quando necessário, as chamadas “bolsas” de gordura das pálpebras superiores e/ou inferiores. Ela pode ter finalidade estética — rejuvenescer o olhar — ou funcional, quando o excesso de pele atrapalha a visão. É um dos procedimentos mais realizados na plástica ocular e, quando conduzido por um especialista, tem alto nível de segurança e conforto. Se quiser entender cada etapa, escrevi um guia sobre como é feita a cirurgia de pálpebras.
Dói durante a cirurgia?
Não. Durante a blefaroplastia, aplicamos anestesia local diretamente na região das pálpebras, geralmente combinada com sedação. A anestesia bloqueia por completo a sensação de dor na área operada, e a sedação deixa o paciente relaxado e sonolento. Você permanece acordado, mas tranquilo e sem sentir a manipulação cirúrgica. A única sensação que algumas pessoas percebem é a picadinha inicial da anestesia, que dura poucos segundos; a partir daí a região fica dormente e o procedimento transcorre sem dor.
E no pós-operatório, a blefaroplastia dói?
Aqui está a boa notícia: a blefaroplastia é conhecida justamente por ter um pós-operatório tranquilo. Em vez de dor intensa, o mais comum é sentir:
- inchaço (edema) nas pálpebras, mais evidente nos primeiros dias;
- hematomas arroxeados que clareiam progressivamente;
- sensação de pressão, repuxamento ou ardência leve;
- olhos um pouco mais secos ou sensíveis à luz.
Quando aparece algum desconforto, costuma ser de pequena intensidade e é bem controlado com os analgésicos e anti-inflamatórios que prescrevo. As compressas geladas nas primeiras 48 horas ajudam muito a reduzir o inchaço e a sensação de peso. Para se preparar com calma, vale ler meu artigo sobre como é a recuperação e o que esperar do pós-operatório.
Dói tirar os pontos?
Esse é outro medo frequente, mas pode ficar tranquilo: a retirada dos pontos, feita em geral por volta de uma semana após a cirurgia, é rápida e praticamente indolor — no máximo há uma leve sensação de “puxadinho”. Como as incisões da blefaroplastia ficam escondidas nas dobras naturais das pálpebras, a cicatrização tende a ser bem discreta. Falo mais sobre isso no texto sobre como ficam as cicatrizes após a cirurgia de pálpebras.
Quando a dor merece atenção?
Um leve desconforto é esperado. Já dor intensa, crescente, que não melhora com a medicação, ou acompanhada de vermelhidão importante, secreção, febre ou queda súbita da visão, não é o esperado e deve ser comunicada imediatamente ao seu médico. Por isso o acompanhamento com um especialista é tão importante: ele orienta cada etapa e está disponível para qualquer sinal de alerta. A escolha de um oftalmologista com título em plástica ocular faz diferença na segurança e no conforto de toda a recuperação.
Como tornar o pós-operatório ainda mais confortável
- Use as compressas geladas conforme orientado nas primeiras 48 horas.
- Durma com a cabeceira elevada para reduzir o inchaço.
- Evite esforço físico, abaixar a cabeça e sol direto nas primeiras semanas.
- Tome a medicação nos horários prescritos e não pule doses.
- Mantenha a região limpa e siga as orientações de cuidado com as incisões.
Perguntas frequentes sobre “blefaroplastia dói”
Não. A cirurgia é feita com anestesia local e sedação, que deixam as pálpebras insensíveis à dor. O paciente fica relaxado e sonolento, sem sentir o procedimento. A única sensação é a rápida picadinha inicial da anestesia.
O desconforto leve, o inchaço e os hematomas são mais evidentes nos primeiros 3 a 5 dias e melhoram bastante a partir da segunda semana. A dor, quando existe, costuma ser de pequena intensidade e é controlada com a medicação prescrita.
Não. A retirada dos pontos, feita cerca de uma semana após a cirurgia, é rápida e praticamente indolor, com no máximo uma leve sensação de puxão.
Na maioria dos casos, não. A blefaroplastia costuma ser realizada com anestesia local associada à sedação, o que a torna mais segura e confortável e permite alta no mesmo dia.
Dor intensa, crescente, que não cede com a medicação, ou acompanhada de vermelhidão importante, secreção, febre ou perda de visão. Nesses casos, entre em contato imediatamente com o seu médico.
Ainda com medo da dor? Vamos conversar
Se a dúvida sobre dor é o que está te impedindo de cuidar do seu olhar, o melhor caminho é uma avaliação individual, na qual eu explico cada etapa e tiro todas as suas dúvidas com calma. Atendo presencialmente em Montes Claros e também faço atendimento online para pacientes do Norte de Minas e de outras regiões. Agende sua avaliação com a Dra. Ingrid Alves pelo WhatsApp: clique aqui para falar comigo.
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente. Dra. Ingrid Alves — Oftalmologista, Especialista em Plástica Ocular, CRM-MG 54386. Fonte de referência: Conselho Brasileiro de Oftalmologia.
