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Close-up do olho com calázio na pálpebra inferior

Calázio: como é o tratamento e quando a cirurgia é necessária

É muito comum que um paciente chegue ao consultório preocupado com um “caroço” que apareceu na pálpebra do dia para a noite. Na maioria das vezes, esse nódulo é um calázio — uma condição benigna, bastante frequente e que, na grande maioria dos casos, tem tratamento simples. Neste artigo, explico o que é o calázio, como costuma evoluir e quais são as opções de tratamento, incluindo quando a cirurgia entra como alternativa.

O que é o calázio?

O calázio é uma inflamação crônica causada pela obstrução de uma glândula sebácea da pálpebra (a glândula de Meibômio), responsável por produzir parte da lágrima. Quando o canal de saída dessa glândula entope, a secreção se acumula e forma um nódulo que pode ser pequeno ou, em alguns casos, mais evidente.

É diferente do terçol (hordéolo), que costuma ser uma infecção bacteriana mais aguda, com dor e vermelhidão mais intensas logo no início. O calázio, por outro lado, pode começar com uma discreta vermelhidão e desconforto, mas tende a evoluir para um nódulo endurecido e, na maioria das vezes, indolor.

Sintomas mais comuns

O sinal mais característico é o surgimento de um nódulo na pálpebra superior ou inferior. Outros sintomas que podem aparecer incluem discreto inchaço ao redor do nódulo, sensação de peso na pálpebra, leve sensibilidade ao toque nos primeiros dias e, ocasionalmente, visão um pouco embaçada quando o calázio é grande o suficiente para pressionar a córnea.

Como é feito o tratamento do calázio

A boa notícia é que a maior parte dos calázios responde bem ao tratamento clínico, sem necessidade de procedimento cirúrgico. As medidas iniciais que costumo orientar são:

  • Compressas mornas: aplicar uma compressa morna (não quente) sobre a pálpebra fechada por 10 a 15 minutos, várias vezes ao dia. O calor ajuda a amolecer a secreção e facilita a drenagem natural da glândula.
  • Higiene palpebral: limpeza regular da região dos cílios, que ajuda a manter as glândulas desobstruídas e reduz o risco de novos episódios.
  • Medicação, quando indicada: colírios ou pomadas podem ser prescritos em situações específicas, sempre com avaliação individual.

Muitos calázios diminuem ou desaparecem dentro de algumas semanas com esses cuidados. Quando o nódulo persiste, mesmo após um período adequado de tratamento conservador, existem outras opções antes da cirurgia, como a injeção de um corticoide diretamente no local, que pode ser suficiente para resolver o quadro.

Quando a cirurgia é indicada

A cirurgia de calázio não é a primeira escolha, mas passa a ser considerada em algumas situações: quando o nódulo se torna crônico e endurecido, não respondendo ao tratamento clínico; quando o tamanho causa desconforto estético ou incômodo relevante; quando há pressão sobre o globo ocular, interferindo na visão; ou quando o calázio inflama repetidamente no mesmo local.

O procedimento costuma ser simples, realizado em consultório ou ambiente ambulatorial, com anestesia local, e consiste na drenagem do conteúdo do calázio por uma pequena incisão — geralmente na face interna da pálpebra, o que evita cicatriz visível na pele.

Como prevenir novos episódios

Pacientes que já tiveram calázio podem ter tendência a apresentar novos episódios, especialmente quando há blefarite (inflamação crônica da margem palpebral) associada. Por isso, manter uma rotina de higiene palpebral e tratar condições associadas, como a blefarite, ajuda a reduzir a recorrência.

Perguntas frequentes sobre calázio

O calázio some sozinho?

Em muitos casos, sim. Calázios pequenos podem regredir espontaneamente ao longo de algumas semanas, principalmente com o apoio de compressas mornas e higiene palpebral. Quando o nódulo persiste por muito tempo ou cresce, vale marcar uma avaliação para discutir as próximas etapas.

Qual a diferença entre calázio e terçol?

O terçol é uma infecção bacteriana aguda, geralmente mais dolorida e de início súbito. O calázio é uma obstrução inflamatória de uma glândula sebácea, com evolução mais lenta e, na maioria dos casos, menos dor. Às vezes um terçol não tratado pode evoluir para um calázio, por isso a avaliação de um oftalmologista ajuda a diferenciar as duas condições.

Compressa morna resolve o calázio?

Na maior parte dos casos, sim, principalmente quando o calázio é recente. É importante manter a constância — várias vezes ao dia, por algumas semanas — antes de considerar outras condutas.

A cirurgia de calázio dói?

É um procedimento realizado com anestesia local, geralmente bem tolerado. Um pouco de desconforto e inchaço nos dias seguintes é esperado, mas costuma ser passageiro.

Calázio pode voltar depois da cirurgia?

Pode acontecer, principalmente em pacientes com blefarite não tratada ou outras condições predisponentes. Por isso, o acompanhamento e os cuidados de higiene palpebral continuam importantes mesmo depois da resolução do quadro atual.

Vamos conversar sobre o seu caso?

Cada caso de calázio tem suas particularidades, e a avaliação presencial (ou por teleconsulta, para quem não está em Montes Claros) é o melhor caminho para definir a conduta mais adequada. Se você está com um nódulo na pálpebra que não melhora, será um prazer te ajudar a entender as opções de tratamento.

Agende sua avaliação com a Dra. Ingrid Alves pelo WhatsApp: (38) 99880-7986. Atendimento presencial em Montes Claros/MG (também para pacientes do Norte de Minas) e consultas online.

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